“O tempo cura!”, “Não se preocupe, com o tempo melhora!” e “O tempo é o melhor remédio!”.
Essas expressões, tão comuns no nosso dia a dia, revelam um mito: a crença de que o tempo, por si só, tem o poder de curar, mudar ou melhorar algo. Por isso, diante de uma dor da alma, de feridas emocionais ou psíquicas, de distúrbios de caráter com seus comportamentos biblicamente imorais e antiéticos, ou da imaturidade emocional, mental e espiritual, é frequente ouvir: “o tempo cura”, “com o tempo vai melhorar”, “o tempo é o melhor remédio!”.
O tempo pode, sim, ser um aliado para o desenvolvimento da resiliência espiritual em meio às dificuldades e tribulações. Ele pode nos ajudar a aprender a conviver com as limitações de uma enfermidade incurável, a nos adaptar e a prosseguir a vida após a dolorida ausência de um ente querido que faleceu. O tempo nos permite tomar consciência de que há situações na vida que o ser humano não pode “endireitar”, e de que, nesta jornada, há dias bons, de “prosperidade”, e dias maus, de “adversidade”. E, que o ser humano, em sua finitude, não conhece o que “há de vir depois”.
O tempo por si só não cura as dores da alma, as feridas emocionais, os maus comportamentos ou a imaturidade. Quando não tratadas no tempo e no modo certos, elas têm o tempo como inimigo.
Desafio-o a trilhar este livro e a aceitar o convite à reflexão, com humildade e sinceridade no Espírito Santo, confiando na Palavra de Deus e no Deus da Palavra. Isso porque tais curas não vêm apenas pelo ‘tempo por si só’, mas no agir, no tempo e no modo do SENHOR do tempo!


